O pronome CUJO

CUJOCujo é um pronome relativo. Como tal, é usado para unir orações.

Este pronome tem uma característica especial: expressa relação de posse, em que o antecedente do pronome é o “possuidor” e o subsequente, “a coisa possuída”.

Exemplo:
Oração a: O homem é advogado.
Oração b: O carro do homem foi roubado.

Usando o cujo para ligar as orações, temos: “O homem cujo carro foi roubado é advogado”. O homem é o “possuidor” e carro é “a coisa possuída”.

 

“Cujo” é variável, concorda em gênero e número com a coisa possuída:

  • A menina cujos olhos são azuis me fez lembrar um amor do passado.
  • Ali vai o homem cuja casa vou comprar.

 

Pode haver preposição antes de cujo. Para tanto, basta que a regência do verbo da segunda oração exija essa preposição:

  • Ele almoça no restaurante de cuja comida ninguém gosta.

O verbo da segunda oração, gostar, rege a preposição de: uma pessoa gosta de algo ou de alguém. Por isso houve o emprego da preposição de antes de cujo.

 

Constitui erro empregar cujo precedido ou seguido de artigo:

  •  Este é o autor à a cuja obra ele se referiu. (Não há acento indicativo de crase.)
  •  Comprarmos os livros de cujos os autores o professor comentou.

 

Fontes: Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara, e Site Português na Rede.

 

Curta a página do blog Português sem Mistério no Facebook e siga-o no Twitter.

Revisão de Textos - Betty Vibranovski

 

 

  //

Anúncios

4 comentários sobre “O pronome CUJO

  1. A frase completa é “Ele foi até uma pequena cidade onde reside o estranho personagem aposentado, cuja memória é tão poderosa que deixava os amigos embasbacados”.

    Curtir

    • Sara,
      Eu deixaria a frase assim:
      “Ele foi até uma pequena cidade, onde reside o estranho personagem aposentado, cuja memória é tão poderosa que deixava os amigos embasbacados”.
      OU
      “Ele foi até a pequena cidade onde reside o estranho personagem aposentado, cuja memória é tão poderosa que deixava os amigos embasbacados”.

      Abraço,
      Betty

      Curtir

      • Obrigada, Betty. Acho que a segunda é a mais condizente. Me deu a sensação, lendo a primeira, de a memória é da cidade, percebe? Mas você resolveu trocando o “uma” por “a”. Abraços.

        Curtido por 1 pessoa

  2. Oi, Betty. Obrigada pelas explicações. Gostaria de tirar uma dúvida contigo. Na frase a seguir, há vírgula antes do “cujo”? E do “onde”? Desculpa o abuso. Desde já agradeço.

    “Ele foi até uma pequena cidade onde reside o estranho personagem aposentado, cuja memória
    é tão poderosa que…”.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s