O pronome CUJO

CUJOCujo é um pronome relativo. Como tal, é usado para unir orações.

Este pronome tem uma característica especial: expressa relação de posse, em que o antecedente do pronome é o “possuidor” e o subsequente, “a coisa possuída”.

Exemplo:
Oração a: O homem é advogado.
Oração b: O carro do homem foi roubado.

Usando o cujo para ligar as orações, temos: “O homem cujo carro foi roubado é advogado”. O homem é o “possuidor” e carro é “a coisa possuída”.

 

“Cujo” é variável, concorda em gênero e número com a coisa possuída:

  • A menina cujos olhos são azuis me fez lembrar um amor do passado.
  • Ali vai o homem cuja casa vou comprar.

 

Pode haver preposição antes de cujo. Para tanto, basta que a regência do verbo da segunda oração exija essa preposição:

  • Ele almoça no restaurante de cuja comida ninguém gosta.

O verbo da segunda oração, gostar, rege a preposição de: uma pessoa gosta de algo ou de alguém. Por isso houve o emprego da preposição de antes de cujo.

 

Constitui erro empregar cujo precedido ou seguido de artigo:

  •  Este é o autor à a cuja obra ele se referiu. (Não há acento indicativo de crase.)
  •  Comprarmos os livros de cujos os autores o professor comentou.

 

Fontes: Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara, e Site Português na Rede.

 

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Revisão de Textos - Betty Vibranovski

 

 

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